sexta-feira , 18 agosto 2017
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OS PROMESSEIROS PÚBLICOS

O mês de agosto começou com movimentação especial na seara política, principalmente em Brasília, com todas as atenções voltadas para a Câmara Federal que se transformou na principal fonte de ocupação para jornalistas que entrevistavam deputados e deputadas ávidos em justificar o que fizeram.
Enquanto isso, aqui em Macapá e nas demais sedes municipais, os gestores iniciavam o mês sabendo que o tempo passa rápido e a oportunidade para trabalhar é agora, durante o Verão Amazônico e que, por isso, os vereadores, que estão cheios de pedidos e ideias dos eleitores, devem marcar sob pressão os prefeitos.
Nessa época as administrações municipais têm que se virar para ajustar as disponibilidades orçamentárias municipais às suas necessidades, inclusive com relação à contrapartida para poder dispor dos recursos das emendas que os parlamentares conseguem emplacar, empenhar e disponibilizar para os municípios.
Também é tempo do cumprimento das promessas pelos agentes do Governo do Estado e que também têm que atacar os programas que constam no plano de governo e que vinha esperando cessar a chuva para começar a execução.
Não há desculpa que justifique a inexistência de projetos. Houve tempo suficiente para que eles fossem elaborados, analisados e aprovados. O tempo agora é para execução. Afinal o período sem chuva chegou e as unidades executivas de obras e serviços precisam agir.
Claro que é preciso cuidar das unidades que se ocupam com as atividades, mas isso deve estar perfeitamente planejado, afinal nem todos saíram de férias em julho, muito embora as festas regionais possam ter atraído os menos comprometidos para dias de lazer fora daquilo que a população foi informada.
O que importa é a satisfação da população que quer ver o que foi prometido cumprido dentro do tempo dito.
A população não aguenta mais desculpas esfarrapadas que os gestores estaduais dão para as dificuldades que alegam.
Sabem, entretanto, que é preciso mudar o modelo. Entender que os eleitores, principalmente os mais novos, estão noutra sintonia e que por isso, não estão mais dispostos a serem enganados pelos promesseiros públicos. Mostram-se dispostos a mudar tudo, desde a base até o topo.

Josiel Alcolumbre

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