sexta-feira , 18 agosto 2017
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O PINGO D’ÁGUA

É possível que agora, com a interveniência do Ministério Público Federal e da Justiça Federal os dirigentes da Superintendência do Departamento de Infraestrutura de Transporte no Amapá – DNIT/AP se esforcem para dar uma solução para retirar o freio que está aplicado nas obras do tramo norte da rodovia federal BR-156.
O clamor dos usuários não foi suficiente para que aquele órgão federal encontrasse uma solução e, por isso é importante e oportuno a “prensa” que as autoridades do Judiciário Federal e do Ministério Público Federal passaram a anunciar caso a situação não se modifique.
Dá a impressão que a distância e as dificuldades para chegar ao local são os principais escudos do DNIT/AP, e das empresas que foram contratadas e receberam a ordem serviço, para que não seja continuado o processo de construção visando a conclusão da rodovia.
Doutro lado, o Governo do Estado pousa de espectador em uma situação que é, também, de sua responsabilidade, não só pelo histórico e o discurso do cotidiano, mas também porque o próprio órgão estadual, através da Secretaria de Transporte do Governo do Estado já foi um dos responsáveis pela construção desse trecho e, ainda, detém a responsabilidade, assumida voluntariamente, para executar um lote do tramo sul da mesma rodovia federal.
Só se justifica o interesse do Governo do Estado em participar diretamente da construção se seguisse o cronograma da obra, como proposto e aprovado para aquela obra, exatamente o que não tem sido seguido ao longo do tempo.
É por isso que, agora, o que mais conta é seguir um cronograma de construção, acompanhado por uma fiscalização efetiva e observado pelos órgãos de controle.
Os usuários já foram demais iludidos pelas informações dos agentes do DNIT e pelas dificuldades alegadas pelos dirigentes das empresas que estão contratadas para concluir a construção da rodovia.
Parece uma obra sem fim.
A causa desta situação precisa ser vencida para que, finalmente, esta rodovia deixe de ser um problema e se transforme na solução para os habitantes desta parte norte do Brasil que reconhece Oiapoque como o centro irradiador do desenvolvimento da região.
O ultimato da Justiça Federal e do Ministério Público Federal pode ser o “pingo d’água” que estava faltando.

Josiel Alcolumbre

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