domingo , 30 abril 2017
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Fundação Abrinq demonstra que o Amapá tem 33.108 vivendo em extrema pobreza.

O levantamento tem base em dados de 2015 mas indicadores recentes mostram tendência de aumento nos números.
A Fundação Abrinq, em sua divulgação mensal e referente ao mês de março, levou ao conhecimento da sociedade nacional que o Amapá tem 33.108 crianças e adolescentes, com idade entre 0 e 114anos, vivendo na extrema pobreza, o que representa 14,6% da população, nessa faixa etária, no Estado.
Os dados constam do Cenário da Infância 2017.
Para efeito do estudo técnico, a família é considerada em extrema pobreza quando a renda per capita é inferior 25% (um quarto) do salário mínimo, que atualmente é de R$ 937.
Na Região Norte, a taxa do Amapá só é maior que a de Roraima, com 11,2% das crianças naquela situação.
O levantamento é baseado em dados de 2015 e mostram aumento em relação ao ano anterior, onde 28.033 crianças e adolescentes estavam na faixa de pobreza extrema.
No país inteiro a Fundação Abrinq apontou mais de 5,8 milhões de crianças nessa faixa de pobreza.
Ampliando o cenário do estudo, comparando famílias com renda de até meio salário mínimo, o número chega a 98.015 crianças em situação de pobreza, o que equivale a 40% da população amapaense de 0 a 14 anos.
O panorama nacional e o panorama dos estados são feitos pela organização sem fins lucrativos com o objetivo de mostrar indicadores e gerar análises sobre as vulnerabilidades sociais do país.
O levantamento é realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto 2

A extrema pobreza é uma situação indesejada em qualquer sociedade e é preciso políticas públicas para combater.

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