quarta-feira , 24 maio 2017
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CONSUMINDO A PACIÊNCIA

As atuais condições de trânsito na Rodovia BR-156 estão implicando em uma recomendação da Polícia Rodoviária Federal para que os condutores evitem trafegar por aquela rodovia durante a noite. Os trechos indicados como não recomendável para uso são aqueles correspondentes aos lotes 2 e 3 e que tiveram, há poucos dias, ordem de serviço expedida pelo Denit e forma objeto de solenidade no salão principal do Palácio do Setentrião.
Deveriam as pessoas que “patrocinaram” o encontro, todas investidas em cargo público, terem naquele momento, dito o que se estava fazendo e não deixando parecer, por não dizer nada, que, daquele momento se estava fazendo uma declaração de vontade, aliás, a mesma vontade de todos os que precisam da rodovia para simplesmente deslocar-se ou possibilitar a vida nos aglomerados urbanos que motivaram a construção da BR-156 há quase um século.
Não informaram que, naquele momento, apenas se dava ordem de serviço para que pudesse ser iniciado o projeto, a não ser com relação ao lote 4, que sai do km 21 até o rio Vila Nova, no tramo sul da rodovia, que está, há muito com dinheiro na conta para ser iniciado. Para os outros trechos, inclusive os dois do tramo norte da rodovia, existe apenas orçamento ou previsão de orçamento.
As imagens feitas no trecho da BR-156 que fica entre Calçoene e Oiapoque mostram que ainda está longe o tempo em que aquela BR poderá ser usada em condições segura de trafego e sem sacrifícios que os condutores e passageiros hoje fazem, além do cansaço de uma viagem de muitas horas e demasiada arriscada.
As próprias autoridades locais do Denit não garantem um cronograma de construção, pois não têm segurança no que está prometido, uma vez que todas as decisões para aquela obra, até agora tem forte vertente política.
Enquanto isso a economia da região está enfrentando grandes dificuldades, gerando mais barreiras para o desenvolvimento social, além de deixar escancarada a porta norte do Brasil para entrada de mercadorias proibidas e de aventureiros que objetivam explorar, ao máximo, o trabalhador da região através das dificuldades que todos têm.
É preciso compreender que os aventureiros vêm e vão, a população fica sempre na esperança que “as coisas melhorem”, consumindo a paciência.

Josiel Alcolumbre

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