sexta-feira , 18 agosto 2017
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CEA: QUAL O TAMANHO DO PREJUIZO?

Mais uma vez a Companhia de eletricidade do Amapá – CEA entra para a ordem do dia e outra vez com o tema privatização, agora em caráter de urgência devido ao aumento progressivo das dívidas da empresa.
Desde o começo do ano passado, quando deixou de deter a concessão para a distribuição de energia elétrica no Estado do Amapá e passou a ser uma prestadora de serviços até quando fosse concluída a escolha da nova concessionária, que a empresa exigia que lhe fosse dado outro modo administrativo.
Nada feito nesse sentido, a empresa passou a ser uma espécie de caução para as dívidas que ainda restavam depois do aporte de mais de um bilhão de reais tirado do contribuinte sob a forma de empréstimo de uma instituição bancária, sujeito a todos os acréscimos que esse tipo de negócio acarreta, como juros, atualização monetária e multa por atraso no pagamento.
O principal acionário, o Estado do Amapá, não agiu para salvar a empresa e vendo a dívida se tornar impagável, pede e obtém dos deputados estaduais, autorização para alienar o que resta da empresa, agora com valor de mercado depreciado não só pela ação do tempo, mas pela distância tecnológica do seu sistema e a falta de perspectiva para a empresa.
Não se está falando nem em dar ciência à população da necessidade que tem de desfazer-se da empresa que se tornou um poço sem fundo, sorvedouro do dinheiro do contribuinte, comprometendo orçamentos passados, presentes e futuros.
Os detentores da gestão do sistema elétrico no Brasil já decidiram que a CEA não tem condições de ser uma de suas concessionárias. Como a empresa tem como objetivo principal distribuir energia elétrica, sem essa função nada lhe resta fazer.
Para chegar a esta situação, muitos personagens contribuíram, sob os olhares de governantes que não perceberam a gravidade da situação ou, simplesmente, preferiram fazer da empresa um modo de pagamento pelos serviços prestados e os apoios dispensados durante as campanhas políticas.
Resta agora, pelo menos, dimensionar os prejuízos que o contribuinte já acumulou até agora e aquele que ainda vai ter que assumir.

Josiel Alcolumbre

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