terça-feira , 22 agosto 2017
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CANSADO, DESANIMADO E RECLUSO.

Para um Estado, como o do Amapá, que precisa sair do lugar rapidamente para atender às suas próprias necessidades e, especialmente, da sua população, o atual governo mostra-se cansado, desanimado e recluso em amplas salas palacianas, com refrigeração artificial a 18 graus de temperatura.
Até agora ninguém viu ou teve notícia de que o atual governador saiu para ver, in loco, como estão as obras em andamento, pagas com o dinheiro do erário, seja das transferências voluntárias ou mesmo do Tesouro do Estado.
Parece que é alérgico a esse tipo de trabalho e foge dele como o “diabo foge da cruz”, não apoiando os técnicos que fiscalizam e os que executam a obra, e deixando para saber os detalhes quando da autorização para o pagamento das faturas.
O descaso toma conta das decisões as quais estão implicando diretamente na degradação do meio ambiente, levando alguns dirigentes, como no caso do Imap, a ter que prestar conta com outros órgãos estaduais ou federais em questões que não administrativas.
Há mais de um mês houve um espetáculo, só comparado aos áureos momentos dos espetáculos de adivinhação, quando foram assinadas “ordens de serviço” para a construção de trechos da BR-156, a estrada mais antiga do Brasil que ainda está em construção.
Ninguém explicou que a ordem de serviço tinha o objetivo de autorizar o Denit a iniciar o processo onde constam os primeiros eventos destinados a elaboração do projeto de execução, sem os quais não há como começar a obra. E isso com relação ao tramo norte da rodovia, onde dois lotes desafiam a todos.
Os anúncios relacionados ao tramo sul, onde a rodovia está dividida em quatro lotes, sendo a numeração de Laranjal do Jari para Macapá, e que apenas o lote quatro, que vai do Km 21 ao Vila Nova, tem dinheiro orçado e parte pequena dele disponível em conta para iniciar a obra. O executor do lote quatro é o Governo do Estado através da Secretaria de Transporte.
A gestão a partir dos gabinetes, inclusive o do governador, não dá certo nem nos tempos de bonança, imaginem quando se trata de períodos quando se tem o pagamento dos funcionários parcelados…

Josiel Alcolumbre

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